4 de fev de 2011

Como é quando se vai a lojas de vestidos de noivas

Pois bem, estava no blog da Ise e li tudinho que ela escreveu....sobre uma bela manhã que aventurou-se a sair numa rua de lojas de noivas, com a mae, a procura de um vesido, só de curiosidade.
Achei tão bem escrito o que ela postou e tão interessante, que trouxe para voces lerem também:


"Capítulo I
Eu não sou do tipo que pechincha.
Sério, eu morro de vergonha.
Também não sou do tipo que joga dinheiro fora, apesar de ser meio gastona.
Mas eu gasto bem. Ao mesmo tempo, se eu vejo algo pelo qual me apaixono, eu não olho o preço. Eu pago e sou feliz.
E claro que toda mulher entende que todas essas características acima são diferentes e passíveis de conviverem dentro da mesma pessoa em harmonia quase absoluta.
Além de tudo isso, eu faço o tipo aventureira.
Não que eu o seja por natureza – eu me viraria bem se só existissem shoppings no mundo. Mas a minha mãe é.
Ela é daquelas que vai olhar, descobre as coisas mais lindas e baratas de todos os tempos, divulga e logo todo mundo divulga a descoberta como se fosse dele. Mas foi a minha mãe, sempre.
Ela sabe onde vende tudo e qual o preço de todo lugar, de cabeça.
Seguindo o entusiasmo dela, eu sou quase expert em comércio popular paulistano.
Brás, Bom Retiro, 25 de Março… nós não temos fronteira.
Eu estava meio desanimada a ir atrás do vestido pois estava pesando 72,1 Kg – 15 kg a mais do que o meu peso normal.
Nada me servia. Nada caía bem.
De calças jeans a blusas, não tinha jeito de algo ficar bonito em mim. Então eu tinha pavor de pensar no vestido de noiva e não queria nem ouvir falar nisso.
Nos últimos tempos, estou animada.
Vi modelos no exterior que amei, importei, coloquei e gostei.
Além disso, até o momento, perdi 6,5Kg. Não acho que dê para sentir muita diferença olhando para mim não.
Mas eu sinto a diferença nas minhas roupas: não tem uma calça jeans/bermuda que não caia e deixe metade do meu bumbum de fora. Meus peitos estão com metade do tamanho (Eu usava 48….), minhas pernas afinaram bastante.
De repente, as coisas começam a cair bem – e esse é o tipo de coisa que anima muito.
Coloquei uma calça que comprei no final de 2006 e ela ficou enorme: sinal de que há 4 anos pelo menos eu não batia esse peso.
É animador, né?
Como estou de férias, já tinha combinado com a minha mãe que iríamos passar na São Caetano sem compromisso.
Ver os modelos de vestido, pegar, experimentar…ver se eu me decidia (já escolhi 4 importados! hahahaha), conhecer, saber preços…
Sabe essas coisas que a gente faz antes de tomar decisões definitivas?
Conhecer tudo em detalhes? Tipo isso. rs
Fomos de metrô, com medo da chuva engolir meu carrinho – as coisas andam no mínimo problemáticas aqui em SP.
Descemos na Luz e depois de uns minutos perdidas, achamos a São Caetano. Animadas, imaginávamos que nem saberíamos o que olhar primeiro, de tanta coisa que legal que teria….
Fiquei mais animada ainda ao ver o tanto de menina que chegava com malas gigantes lá, acho que para buscar o vestido…
Mas…
A Rua estava vazia. Tipo…vazia mesmo.
Ok, quarta à tarde, pós-chuvas…mas eu estou acostumada a ver a 25 de março, o Brás…o shopping.
Nunca nada fica vazio em SP. Já fiquei meio desconfiada.
Aí começamos a descer de um lado da rua para subir no outro…e comecei a me irritar.
Passava andando na frente das lojas e a galera DESESPERADA já tentando te puxar para dentro.
Sabe vendedor chato de shopping, que não te dá tempo nem de olhar a vitrine? Então, pior que isso.
Não podia nem diminuir a velocidade ou olhar dentro da loja que só faltava pegarem na minha mão e me colocarem dentro da loja à força.
E olha que eu talvez até tivesse entrado nas tais lojas. Mas esse comportamento me afasta.
Não tenho paciência.
Gosto de olhar com calma, escolher, ver se eu gosto!!!!
E como sou educadinha, sei que não vou conseguir dizer que não gostei e que me desvencilhar vai ser difícil.
Então mal podia parar…tinha que continuar andando para não ser arrastada…e mal conseguia olhar. Não que tivesse muito para olhar….sabe quando você bate o olho e pensa: “não, não, não” ?
Primeira constatação:
Vestidos com essas saias estão MUITO na moda. Tem zilhões.
Como chama, alguém sabe?Segunda constatação:
Não existe primeiro aluguel a menos de R$ 3000.
Nem dos vestidos que até sua vó recusaria.
Aluguel normal a partir de R$ 2.500.
Oi?

Capítulo II
Vi um vestido que me agradava. UM só.
E resolvi entrar na loja para vê-lo de perto e especialmente saber quanto ele custava….explico: é um vestido que eu tenho no catálogo de importação e pelo qual eu me apaixonei desde o começo, mas nunca pedi…rs
Esse:Quando perguntei o preço, a moça que estava me atendendo não respondeu e disse que era um modelo de uma coleção exclusiva.
Eu não acreditei que ela estava mentindo tão descaradamente!!!!!
Aí fui confirmar:
-Então quer dizer que só vocês têm?
Ela se enrolou toooooooooooda e aí falou que ele era feito por uma equipe especializada, de um jeito especial…e aí quem não se aguentou foi minha mãe:
-Então é feito à mão?
E lá estava a mulher enrolada de novo, tadinha.
E aí veio um dos estilistas da loja, encheu a boca e disse:
-Esse vestido veio direto de Nova Iorque…
E eu dando risadas internas porque a essas alturas estou expert em importação de vestidos de noiva, né?
E canto preço de vestido em tudo quanto é país de cabeça, além da taxa de importação, ICMS e valor do dólar no dia.
Bom, não me falaram o preço enquanto não me convenceram a subir…
O segundo andar era um salão enorme, cheio de mesas e cadeiras e tapetes…cercada de espelhos por todos os lados…e uns provadores gigantes no canto.
Sentadas na mesa, eis que ele me fala finalmente o preço do vestido importado: 4 MIL O ALUGUEL.
Juro por tudo. Minha mãe estava comigo, ela pode confirmar.
Minha cara de desprezo deve ter sido tão grande que ele interpretou como total falta de dinheiro. hahahahaha
E me deram um catálogo chamado COLEÇÃO 2009 para que eu olhasse.
Eu estava tão desacreditada no ser humano cobrando um preço desse para o aluguel de um vestido que custa menos de 1/4 disso que achei melhor nem pedir a coleção 2010 ou 2011.
Eu queria ir embora, mas eu não consigo dizer na cara do vendedor “NÃO, EU NÃO QUERO EXPERIMENTAR NADA!!!!”.
Lição do dia: Não adianta sair para fazer nada sem a TOP. É furada. Primeiro porque assumiram que eu não tinha dinheiro para comprar minha alimentação do dia (imagina se eu conto que fui de metrô!!hahaha) e estavam tentando me empurrar algo que eles imaginavam que eu poderia pagar.
Quando você está com a assessoria, nadica disso acontece.
Você é sempre a princesa do momento.
E duvido que alguém ia ter coragem de cantar esse preço na cara da Gabi! hahahahahaha Segundo que com a assessoria, você sussurra algo (“Tati, não quero experimentar….”) e puft.
Você já está fora da furada.
Perguntei como faria com as provas e os ajustes porque estava em tratamento médico e emagrecendo bastante.
Aí a atendente/costureira me disse que não era saudável emagrecer tanto assim…e saiu sem me responder.
Ok. Anotado.
Vou passar sua observação para a médica especialista em endocrinologia famosérrima e membro da Associação Brasileira de Endócrinos…ou algo assim. Ela realmente não deve saber o que está fazendo.
Melhor casar gorda mesmo, isso é saudável.
Bom, eu pedi um modelo x lá para provar…deixar todo mundo feliz e ir embora.
Eu disse que eu não gostava de saia evasê, porque eu não tenho corpo para isso. Eu preciso de um corpete bem apertadinho com uma saia solta, porque tenho a cintura bem fininha e um conjunto popô/pernas/quadril tamanho funkeira de reality show de canal não famoso.
Exatamente no corte do vestido que eu importei que me deixou…magra! No melhor estilo propaganda-enganosa mesmo.
Quem nunca me viu fora do vestido, vai achar que eu sou daquelas que só topa saladinha.

Capítulo III
Dou tchau para a minha mãe (hahahahahaha menininha a caminho do matadouro), entro no provador…e tiro a roupa.
Não que eu tenha vergonha, eu acho que eu poderia andar na rua pelada se não fosse atentado ao pudor ou socialmente inaceitável.
Mas… eu não tinha pensado nisso quando peguei a calcinha vermelha para colocar depois do banho.
E a imagem calcinha vermelha, sem sutiã com adesivo de anticoncepcional colado na barriga não é o que eu tenho de melhor de mim para mostrar! hahahaha
Ela colocou um saiote GIGANTE em mim.
E deve ter visto que eu não gostei pela minha cara, porque disse:
Fica tranquila, ele não é grande assim.
Quando coloca o vestido faz peso e ele abaixa.
Sei.
Lá vem o vestido.
Olho bem desacreditada. Evasê bem estranho.
O estilista diz que é bom ver como fica no corpo, de repente eu gosto.
Respirei fundo e experimentei.
Eu nunca havia ousado entrar num evasê, vai que o cara tem razão?
Não custa olhar, né?
Custa.
O tamanho era 44 e a costureira disse que meu manequim era 40 (uhuuuuuuuu!!!!!).
Esperei uns 15 minutos até ela terminar de apertar tudo nas costas para que eu visse como ficaria se estivesse com meu número.
Estava saindo da cabine para terminar logo com aquilo e me seguraram.
Trouxeram uma cadeira e pediram para eu sentar.
Na minha inocência, eu juro que pensei que iam prender alguma coisa, me fazer colocar o sapato….
Eu estava MUITO enganada.
O estilista perguntou como eu queria meu cabelo (!!!!) e me olhou com cara de “noiva desnaturada” quando eu disse que só tinha uma ideia vaga, que queria escolher o vestido, depois um véu combinando…e depois pensar em detalhes no cabelo.
Óbvio que ele não achou que a minha resposta “praticamente todo solto” tinha sido de alguém que sabia o que estava falando e soltou meu coque (eu fiz um birotinho com o cabelo molhado porque estava muito abafado…), ficou falando que lindo que era meu cabelo (blá blá blá danado porque meu cabelo liso foi preso molhado, enrolado e apertado…qdo soltou eu tava meio gisele bundchen de manhã, com a franja e pontas lisas e secas como todo dia…rs).
Topete (me lembrei da época em que eu usava topete para ir à escola…), grampo aqui e lá…arrumou algo que parecia uma coroa e perguntou que véu que eu gostava.
-Espanhol.
-Mantilha?
-Sei lá. Pode ser.
5 segundos depois volta o cara com…um guardanapo de renda (tenho que ser didática! hahaha) e prenda na coroa prata que gritava com minhas árgolas douradas de pedrinhas coloridas.
Me olho no espelho e enquanto ficam falando que eu estou linda, só consigo pensar: “Meu Deus…que horror!”.
Em um segundo que me virei entre o momento em que me mandaram colocar os sapatos (eu calço 36 e o sapato era 38) e que eu tentava me equilibrar neles (desisti e disse que ia ficar descalça com um tom que não fez ninguem ter coragem de me dar outra ordem), começo a ouvir a Marcha Nupcial no último volume para a loja toda ouvir.
Pensei:
-Mentira.
Eles não colocaram a Marcha Nupcial para que eu saia do provador e vá até a minha mãe…
Amigas, nunca menospreze o ser humano.
Em 5 segundos descobri que era exatamente isso.
-Ah, não….tira a música peloamordedeus.
Eu não vou sair daqui com a música tocando…
Não tiraram.
Eu não tinha coragem de olhar para a minha mãe, que estava quase se asfixiando tentando segurar o riso com o estilista que grita:
A NOIVA VAI ENTRAR!
Sabe o clássico momento em que você vê claramente na sua cabeça seu noivo te propondo ir morar junto logo e pular a parte complicada de uma vez?
Eu poderia até ouvir a voz do Gustavo rindo de mim.
Também.
Eu olhei pro chão para não olhar a minha mami nos olhos.
Eu sabia que ela ia me zoar até! hahahaha Aquilo lá era brega demais até para mim, que sou assumidamente sentimentalóide e brega nível Wando.
Fiquei olhando no espelho com cara de séria, como quem analisa… e digo que não gostei.
Minha mãe qse morre com o laço que tinha bem no meio da minha barriga…e eu sou obrigada a concordar.
Quem usou isso? Carolina Dieckman?!
Você acha que eu consegui me livrar assim?
Não, não.
Arrumaram outro vestido para mim.
Todo o processo de novo, sem marcha nupcial.
Eles perceberam a minha indigação.
Não gostei. Blá blá blá
Voltei para o provador e disse que não ia provar mais nada.
Que eu não era assim, que eu batia o olho e gostava…que não ia escolher nada por ficar provando…
Foi todo mundo me perguntar umas quinhentas vezes porque eu não queria experimentar outro.
Eu disse que cansava, que ficava de mau-humor, que queria a minha assessora, que sabia quanto aquele vestido custava na real e que não ia pagar 4 mil por ele, que eu ia para casa ver os modelos na internet e que voltaria para experimentar só os que eu gostasse.
Que dificuldade…"

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Sobre a Autora: Fotografia 
Graciele Aguiar
Este blog foi criado inicialmente para mostrar as minhas clientes, muitas coisas interessantes e bonitas que eu fui vendo nas redes. Passei a pouco a publicar minhas fotos assinadas também, pois adoro registrar casamentos e eternizar em imagens, os momentos mais especiais da vida das minhas noivas. E depois, fotografar os bebês que sempre surgem do amor do casal. Sou psicóloga, casada há 25 anos, mãe de 3 ex-nenenzinhos que já viraram adultos e tenho 48 anos.          Sou de Divinópolis e moro em Belo Horizonte Querendo orçar foto e filmagem para seu casamento ou esclarecer  algo que eu postei, aqui estão os meus contatos:  (31) 3088 2953, 3464 4436 e 9615 1690 E-mail: graciele@gracieleaguiar.com.br 
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